Falta de mão de obra qualificada é uma questão que faz parte do cenário de muitos setores da economia. Levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 69% das empresas encontram dificuldades na hora de recrutar profissionais. A pesquisa, que ouviu 1.616 empresas, também mostrou que 94% têm problemas para encontrar operadores para a produção e 70% afirmam que a carência de profissional qualificado prejudica o aumento da competitividade.
A pesquisa mostra ainda que 78% dessas empresas que sofrem com o déficit adotam cursos de capacitação para suprir a demanda por profissionais. No entanto, 52% das empresas industriais indicaram que a má qualidade na educação básica é uma das principais dificuldades que enfrentam para qualificar o trabalhador. "O País precisa melhorar sua educação básica para aumentar a competitividade da indústria brasileira. A incorporação de novas tecnologias no processo produtivo, e de novos produtos, requer uma força de trabalho apta a aprender e a desenvolver novas técnicas. A educação básica é à base do processo da formação de profissionais qualificados."
Cada vez mais as empresas estão adotando programas de qualificação profissional dentro da própria sede. O intuito é fazer com que esse “apagão” de profissionais qualificados diminua.
A inclusão desse tipo de programa faz com que o tempo dedicado ao recrutamento externo é voltado para a capacitação interna. É cada vez mais comum as organizações investirem em programas de capacitação para seus funcionários. Em alguns casos, as iniciativas englobam o custeio, total ou parcial, de cursos de especialização e aperfeiçoamento profissional.
Cargos de chão de fábrica respondem bem a esses processos desde que tenham no mínimo uma formação básica bem estruturada, o que é o grande problema hoje no brasil.
Funções mais dinâmicas e que exigem melhor formação já pedem programas de estágios, os chamados programas de “TRAINEE”, cada vez mais aplicados nas grandes empresas.
Esse tipo de programa é ideal para driblar o problema nesse nível de função e o estágio serve também como mediador no processo de crescimento profissional, pois assim como a formação teórica, a experiência prática exerce papel fundamental para o amadurecimento do profissional. Além disso, é uma excelente oportunidade para que o jovem possa conhecer melhor a cultura organizacional da empresa e obter parâmetros que auxiliarão durante a carreira.
Onde estão as áreas que mais carecem de profissionais qualificados
- Tecnologia da Informação
Hoje, o país precisa de 570 mil profissionais qualificados na área de TI. Porém, só conta com 500 mil vagas preenchidas. Faltam 70 mil pessoas capacitadas para ocupar os postos oferecidos.
- Engenharia
A oferta de vagas é muito expressiva. Para preencher as vagas oferecidas, são necessários 70 mil novos engenheiros por ano. Entretanto, o país só forma 38 mil, resultando num déficit de 32 mil engenheiros a cada ano que passa.
- Petróleo e Gás
A formação de engenheiros, técnicos e operários para a exploração de petróleo e gás é o grande desafio brasileiro para o aproveitamento das novas reservas descobertas na camada pré-sal.


Tomara que as empresas diante das perspectivas repensem seus conceitos e invistam mais em seus colaboradores internos.O que vimos atualmente é um descarte de trabalhadores experientes em troca de pessoas mais jovens o que significa custos trabalhistas menores e depois reclamam de qualificação.Para tudo há um preço e esse é o preço que as empresas terão de pagar.
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